sexta-feira, 6 de maio de 2022

_ que fazes com os seus?


"Sou assombrado pelos meus fantasmas, pelo que é mítico e fantástico. 
 A vida é sobrenatural . E eu ando na corda bamba,
até à beira dos meus sonhos." .
(Clarice Lispector)

( Genebra / Arte na Pça dos Escultores _ IUNI DE MIEL ,Miranda, 
escultor dinamarquês, radicado na Suiça)

13 comentários:

  1. Bela imagem. Gostei da citação. Eu nem sei o que faço com os meus sonhos. Se calhar... nada.
    .
    Feliz fim-de-semana.
    .
    Pensamentos e Devaneios Poéticos
    .

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  2. Bela imagem com as palavras e Clarice, ficou tudo em sintonia.
    Tarde feliz!
    Beijinhos
    :)

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  3. Parece que o primeiro comentário não entrou.

    Gostei bastante da citação, mas agradou-me ainda mais a bela foto.

    Quanto aos fantasmas , já os reduzi à sua insignificância e dos sonhos poucos restam

    Amiga, beijinho de bom final de semana :)

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  4. Bello fragmento de Clarice... que en español rima con Lis.

    Abrazo hasta vos.

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  5. Belo monumento Lis. Foto perfeita.
    Ah, os fantasmas, saber que os tenho e nas noites visitam os meus sonhos em forma de pesadelos.
    Bom lindo fim de semana.
    Bjs

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  6. Um belo monumento , muito bem acompanhado com o texto da Clarice Lispector.
    Abraço, saúde e bom fim de semana

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  7. Pode ser na Suíça, mas a estátua fez-me lembrar o mito de Rómulo e Remo, fundadores de Roma. Provavelmente até existirá alguma ligação.

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  8. Um belo monumento que inspira ternura.
    Abraço Lis

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  9. "Camino por la cuerda floja,al borde de mis sueños",precioso a esta hora para mis ojos.

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  10. À solta. Os fantasmas pedem liberdade, querem andar à solta na miragem como cães açulados!

    Permito-me trazer o excerto ampliado de Água Viva de Clarice Lispector:
    "Sou assombrada pelos meus fantasmas, pelo que é mítico e fantástico ― a vida é sobrenatural. E eu caminho em corda bamba até o limite de meu sonho. As vísceras torturadas pela voluptuosidade me guiam, fúria dos impulsos. Antes de me organizar, tenho que me desorganizar internamente. Para experimentar o primeiro e passageiro estado primário de liberdade. Da liberdade de errar, cair e levantar-me.
    Mas se eu esperar compreender para aceitar as coisas ― nunca o ato de entrega se fará. Tenho que dar o mergulho de uma só vez, mergulho que abrange a compreensão e sobre tudo a incompreensão. E quem sou eu para ousar pensar? Devo é entregar-me. Como se faz? Sei, porém, que só andando é que se saber andar e ― milagre ― se anda.
    Eu, que fabrico o futuro como uma aranha diligente. E o melhor de mim é quando nada sei e fabrico não sei o quê.
    Eis que de repente vejo que não sei nada. O gume de minha faca está ficando cego? Parece-me que o mais provável é que não entendo porque o que vejo agora é difícil: estou entrando sorrateiramente em contato com uma realidade nova pra mim e que ainda não tem pensamentos correspondentes, e muito menos ainda alguma palavra que a signifique. É mais uma sensação atrás do pensamento".
    In: Clarice Lispector, Água Viva.


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  11. Um lindo registro, Lis! E quem não tem fantasmas assombrando, vez ou outra ??? Grande abraço.

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  12. Meus fantasmas... colaram-se a mim que nem ostra, particularmente, nestes últimos dois anos... e não vejo jeitos de quando largarão do meu pé!...
    Mas não temos uma convivência particularmente amistosa... como na fantástica escultura, aqui mostrada! Tento ignorá-los... mas... continuam rondando!... Antigamente, mal dava por eles... agora... vão afiando os dentes, todo o dia, um pouco mais...
    Adoro o enquadramento! Beijinhos
    Ana

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